A demissão havia sido publicada pelo Governo do Estado em 3 de setembro. Após recorrer à Justiça, a defesa do delegado conseguiu uma liminar para suspender o desligamento. Agora, o TJ-SP manteve essa decisão provisória.
Com isso, Da Cunha permanece no quadro da Polícia Civil enquanto o caso ainda é analisado pela Justiça. A decisão desta quarta-feira não significa que a demissão foi anulada definitivamente. O mérito da ação ainda deverá ser julgado.
O processo administrativo que levou à demissão está relacionado a uma operação policial realizada em 2020. Na ocasião, uma vítima de sequestro teria sido colocada novamente no cativeiro para a gravação de uma reconstituição da ocorrência, que posteriormente foi divulgada nas redes sociais.
O governo estadual sustentou que a demissão ocorreu em razão da gravidade dos fatos e de uma suposta quebra de deveres funcionais. Já a defesa de Da Cunha questionou a regularidade do processo administrativo e alegou problemas relacionados ao direito de defesa.
Da Cunha também exerce mandato de deputado federal pelo União Brasil. A decisão judicial mantém, por enquanto, a suspensão da demissão até uma análise definitiva do caso.

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