A medida atinge apenas o cargo na corporação. O parlamentar, que estava licenciado da instituição, mantém o mandato de deputado federal.
Segundo a publicação, o governo considerou procedentes as acusações feitas em processo administrativo e aplicou a pena de demissão a bem do serviço público, uma das punições previstas no Estatuto da Polícia Civil paulista.
O ato se baseia em lei complementar que prevê demissão em caso de procedimento irregular de natureza grave. O texto cita ainda dispositivos que tratam da revelação deliberada de informações sigilosas obtidas em razão do cargo, com prejuízo ao poder público ou a terceiros, e da prática de ato definido em lei como improbidade.
A publicação menciona um parecer e um despacho da Assessoria Jurídica do Governo, de 1º de setembro, como parte da documentação que embasou a decisão.
Da Cunha ganhou projeção nacional ao publicar vídeos de operações policiais nas redes sociais, antes de ser eleito deputado federal em 2022. A exposição também o colocou no centro de investigações.
Em 2020, ele foi acusado de fazer a vítima de um sequestro e um suspeito retornarem a um cativeiro já desativado para que a ação policial fosse reencenada e gravada. O delegado admitiu ter feito uma reprodução da ocorrência. O processo judicial relacionado ao episódio foi arquivado em 2024.

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