As ações, fruto da Operação Helmintos, ocorrem em imóveis residenciais e comerciais, empresas e na divisão de Compras e Contratação de Serviços da Prefeitura de Praia Grande.
Segundo as investigações, o grupo seria formado por lideranças da organização criminosa, operadores financeiros, intermediários do setor imobiliário e pessoas utilizadas como "testas de ferro", que emprestam o próprio nome. O esquema teria movimentado valores próximos de R$ 1 bilhão, principalmente por meio da aquisição de imóveis de alto padrão, empresas e estabelecimentos comerciais.
De acordo com a Polícia Civil, foram identificadas quatro principais frentes de atuação, que indicam uma possível tentativa de ampliar a influência da organização criminosa sobre setores do Executivo e do Legislativo municipal: lavagem de dinheiro por meio de negócios imobiliários; controle de quiosques instalados em áreas públicas de Praia Grande; suspeitas de favorecimento em procedimento licitatório municipal e financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos.
A Polícia Civil pediu à Justiça a prisão temporária de quatro suspeitos apontados como lideranças e operadores financeiros do esquema, além da expedição de mandados de busca e apreensão, do bloqueio de contas e investimentos e do sequestro de 29 imóveis vinculados aos investigados.

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