O pai foi detido em flagrante no dia 23, data em que a criança deu entrada no hospital com ferimentos graves. Ele foi liberado em audiência de custódia e responde por maus-tratos, violência doméstica e lesão corporal.
Segundo o boletim de ocorrência, a equipe médica constatou na triagem que as explicações dos responsáveis não eram compatíveis com o quadro clínico. Os exames identificaram fratura no crânio, hemorragia e hematomas em diferentes partes do corpo, apontados como anteriores à internação.
No atendimento inicial, os pais declararam que a bebê havia caído de um carrinho dentro de casa. Depois, em depoimento na delegacia, o pai mudou a versão e afirmou que a filha caiu de seu colo e que, ao tentar segurá-la, acabou projetando a criança contra o chão.
De acordo com a Polícia Civil, a segunda versão também divergiu da extensão dos ferimentos constatados nos laudos. O registro indica que ele era o único responsável presente no imóvel no momento em que a criança se feriu.
A mãe solicitou medidas protetivas de urgência. A ocorrência foi aditada e registrada como morte suspeita na Delegacia de Defesa da Mulher de Santos.
Quase um mês depois, não há divulgação de conclusão pericial sobre a dinâmica dos ferimentos nem sobre a responsabilidade pela morte. A última informação oficial, da Secretaria da Segurança Pública, é de que as investigações seguem em andamento.
Denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, gratuito e anônimo, 24 horas por dia.

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