O mecanismo conhecido como circuit breaker foi acionado após o índice recuar 10% em relação ao fechamento anterior. A medida suspendeu as operações por 30 minutos e marcou a primeira interrupção desse tipo desde março de 2020, durante a pandemia de Covid-19.
O movimento também pressionou o câmbio. O dólar chegou a subir mais de 12%, ultrapassando R$ 5,60, enquanto os juros futuros avançaram. Por volta do início da tarde, a Bolsa ainda acumulava perdas expressivas.
Entre os setores mais afetados estavam o varejo e a construção civil, que dependem diretamente das condições de crédito e do custo dos financiamentos. Ações de empresas como Magazine Luiza, Assaí, C&A, Cyrela e MRV registraram quedas acentuadas ao longo do pregão.
A reação está relacionada à revisão das expectativas dos investidores após o resultado eleitoral. Parte do mercado apostava na vitória de Flávio Bolsonaro e em mudanças na condução da política econômica. Com o resultado, aumentaram as preocupações com as contas públicas, a trajetória da dívida e os juros no país.
A intensidade das oscilações reforça a incerteza no mercado financeiro. Os próximos movimentos dependerão, entre outros fatores, das sinalizações do governo sobre a política fiscal e da condução da economia nos próximos meses.
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