Em vídeo nas redes sociais, Flávio disse que foi abordado na rua, em Brasília, depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
Segundo ele, a decisão teve como base uma declaração do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Na sexta-feira (23), Eduardo afirmou em entrevista: “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país”.
Flávio criticou a decisão. “Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar”, afirmou.
O senador é investigado em dois inquéritos no STF. Em um deles, relatado por Moraes, é suspeito de lavagem de dinheiro por meio de empresas de apostas ligadas ao advogado Willer Tomaz. Flávio e a defesa do advogado negam irregularidades.
No outro, relatado pelo ministro André Mendonça, a PF apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O senador afirma que os recursos tinham natureza privada.
Derrotado no segundo turno, Flávio exerce o mandato de senador até fevereiro de 2027.
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