Notícias Vagas Agenda Empresas Anuncie Privacidade Termos de Uso
Criar conta Entrar
Notícias

Após sobreviver a 5 tiros do ex, mulher de São Vicente transforma trauma em luta contra violência doméstica.

Aos 14 anos, Gisele Fiales deixou um lar disfuncional para morar com o primeiro namorado. No início, acreditava ter encontrado carinho e uma oportunidade de mudar de vida. Cerca de um ano depois, porém, vieram as proibições, o isolamento e as agressões psicológicas e físicas.

Luiza
27 de agosto de 2026
2 min de leitura
7 leituras
Salvar
Após sobreviver a 5 tiros do ex, mulher de São Vicente transforma trauma em luta contra violência doméstica.
Viver em Santos & Região

Aos 15 anos, engravidou. A violência continuou durante e após a gestação. Anos depois, conseguiu deixar o relacionamento com a ajuda de uma amiga.


Em 24 de janeiro, há cerca de 25 anos, o ex-companheiro invadiu a casa de Gisele armado. Ela estava no banho quando ele entrou e efetuou vários disparos. Ao tentar proteger o rosto com os braços, foi atingida cinco vezes.


Ferida, Gisele foi encontrada pelas amigas e levada ao hospital. Ficou inconsciente por dois dias. Aos 18 anos, recebeu a notícia de que havia ficado tetraplégica após um dos tiros atingir a medula, na região cervical C5 e C6.


“Eu pensei: acabou a minha vida. Eu não peguei minha filha. Acabou tudo”, recorda.


O crime aconteceu antes da criação da Lei Maria da Penha, em 2006. A recuperação foi longa, marcada por hospitais, fisioterapia e a ajuda de amigos e vizinhos. Com o tempo, Gisele recuperou parte dos movimentos e da autonomia.


Há cerca de 16 anos, vive em São Vicente. Voltou a estudar, atualmente cursa Perícia e Biomedicina e também realiza cursos em busca de novas oportunidades profissionais.


Hoje, Gisele transforma a própria experiência em conscientização. Ela se considera uma ativista contra a violência e busca ajudar outras mulheres a reconhecer situações de abuso e procurar apoio.


“Eu sei que é difícil. Não dá para tomar uma atitude do dia para a noite. Porém, existem estratégias e cada vez mais existem caminhos de ajuda”, afirma.


• Busque ajuda


190 – PM
180 – Central de Atendimento à Mulher
153 – Guarda Civil Municipal
Disque 100 – Direitos Humanos
WhatsApp municipal: (13) 99130-7047
OAB Por Elas – orientação jurídica gratuita: (13) 99709-5997
Rua José Gonçalves Paim, 145, Parque Bitaru.


A violência pode ser denunciada pela vítima ou por qualquer pessoa que presencie a situação. Buscar ajuda pode ser o primeiro passo para interromper o ciclo.

Compartilhar matéria
Participação

Comentários

0 aprovado(s)

Entre para comentar

É rápido e gratuito. Apenas contas com e-mail confirmado podem comentar.

Entrar / criar conta
Ainda não há comentários aprovados. Seja o primeiro a comentar!