Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, foi assassinada pelo marido com três tiros e 51 facadas dentro de uma clínica no bairro Marapé, no dia 7 de maio de 2025. Samir invadiu o local e efetuou disparos que atingiram a esposa e a filha do casal, de 10 anos. Em seguida, usou uma faca e desferiu golpes em Amanda, que morreu no local. A criança foi socorrida e ficou internada por seis dias.
A Polícia Militar havia sido acionada antes do crime, a pedido de Amanda. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que quatro agentes da PM encontraram mãe e filha trancadas em um consultório e Samir, que estava de folga do lado de fora. "Após o policial mostrar que não estava armado, a porta foi aberta. O autor entrou e atirou na mulher e na filha”, diz a pasta. Samir foi preso em flagrante.
O policial foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por feminicídio e tentativa de homicídio qualificado contra a filha. O julgamento começou na quarta-feira (14) e terminou na noite de quinta-feira (15). Em nota divulgada antes do júri, o MP-SP sustenta que o assassinato ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar, por razões da condição do sexo feminino, com emprego de meio cruel, mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, perigo comum e uso de arma de fogo de uso restrito.
Em relação à filha, o Ministério Público acusa Samir de tentativa de homicídio qualificado por perigo comum, dissimulação, dificuldade de defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito.
No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas as 12 testemunhas, sendo cinco de acusação e sete de defesa. Já na quinta-feira (15), foi a vez do depoimento do réu, que afirmou que não se lembrar do dia do crime.
A sentença saiu por volta das 21h desta quinta-feira (15). A defesa de Samir afirmou que ainda pretende entrar com recurso.

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