A funcionalidade opera dentro dos próprios aplicativos dos bancos brasileiros, viabilizada por parcerias entre fintechs nacionais, instituições financeiras e credenciadoras internacionais de maquininhas.
O uso se concentra em destinos turísticos e redes populares entre brasileiros. Na América do Sul, cobre hotéis, restaurantes, centros de esqui e lojas de fronteira. Nos Estados Unidos e na Europa, funciona em estabelecimentos de cidades como Miami, Orlando, Lisboa, Madri e Paris.
Segundo o Banco Central (BC), o funcionamento é semelhante ao do Pix no Brasil. O estabelecimento gera um QR Code na maquininha, que é escaneado pelo aplicativo do banco brasileiro. Antes da confirmação, o cliente visualiza o valor final em reais, já com a conversão cambial e as tarifas aplicáveis. Após a autenticação por senha ou biometria, a empresa responsável pela operação liquida o pagamento ao comerciante na moeda local.
O intuito, de acordo com o BC, é eliminar a necessidade de transportar dinheiro em espécie ou trocar moeda antes da viagem. O custo também é um diferencial, visto que compras internacionais no cartão de crédito estão sujeitas ao IOF de 5,38%, além da cotação do dólar turismo.
O Banco Central esclarece, no entanto, que não existe um “Pix internacional” oficial mantido pelo governo brasileiro fora do país. As operações são intermediadas por instituições autorizadas a operar câmbio, que convertem automaticamente o valor da compra para a moeda local no momento da transação.
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