Ele foi alvo de mandado expedido pela Justiça na mesma data. Além da prisão, o documento estabeleceu medidas cautelares para proteção das vítimas.
Entre as determinações estão a proibição de aproximação, com distância mínima de 300 metros, e a proibição de contato direto ou indireto, por qualquer meio de comunicação.
A Justiça também proibiu o suspeito de frequentar a residência, o local de estudo, o eventual local de trabalho e demais locais frequentados pelas vítimas.
O religioso administra um espaço em Praia Grande voltado a retiros, convivência e lazer, ligado ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime). Ele celebrava missas em duas igrejas do município.
ATUALIZAÇÃO: Em nota, a defesa informou que a prisão tem natureza temporária e exclusivamente cautelar, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo, e que a medida não representa condenação nem autoriza conclusão antecipada sobre a responsabilidade do investigado.
Ainda segundo a nota, a defesa não teve acesso integral à representação policial, ao parecer do Ministério Público e aos fundamentos completos da decisão. Na audiência de custódia, foi requerida a revogação da prisão e sua substituição pelas medidas cautelares já determinadas.
A defesa afirma que o religioso cumpriu a ordem judicial sem resistência e permanecerá à disposição das autoridades. Também manifestou respeito a todas as pessoas envolvidas e disse confiar que os fatos serão apurados com rigor.
As circunstâncias do caso serão investigadas pela Polícia Civil.
Denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, gratuito e anônimo, 24 horas por dia.

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