A ação foi realizada por investigadores da 5ª Delegacia de Investigações sobre Crimes Cibernéticos Patrimoniais (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Segundo a corporação, o suspeito era monitorado havia meses, após ser identificado comercializando ferramentas criminosas na dark web.
As investigações indicam que ele criava e vendia softwares usados em fraudes conhecidas como falsas centrais bancárias. Um dos programas atribuídos ao investigado permitia o envio automatizado de ligações e mensagens para milhares de pessoas, simulando contatos de instituições financeiras.
O objetivo era convencer as vítimas a fornecer senhas, códigos de segurança e outros dados bancários, posteriormente usados para desviar dinheiro das contas.
Esta não é a primeira vez que o suspeito é alvo da polícia. Em 2023, ele foi preso durante a Operação Falsa Central, conduzida pela Polícia Civil de Sergipe, que desarticulou um grupo envolvido em crimes cibernéticos.
Após ser colocado em liberdade, voltou a ter a prisão decretada pela Justiça sergipana, desta vez por supostamente intimidar e ameaçar a delegada responsável pelas investigações.
Durante o cumprimento do mandado em Santos, os policiais apreenderam notebooks, um telefone celular e um HD externo. O material será analisado para identificar novas vítimas, possíveis comparsas e outras fraudes praticadas com o auxílio dos programas desenvolvidos pelo investigado.
O homem permanece preso e está à disposição da Justiça. A defesa do suspeito não foi localizada até o fechamento desta matéria.
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