A ideia surgiu em agosto, quando percebeu a demora na abertura do semáforo e enxergou uma oportunidade de negócio. Inspirado por vídeos de outro vendedor, começou a trabalhar no local em 1º de setembro.
“Tenho muita gratidão pela área das vendas”, conta Guilherme, que investiu cerca de R$ 1 mil para começar, incluindo garrafa térmica, café, copos e outros materiais.
Atualmente, ele leva 40 copos de 180 ml por manhã, vendidos a R$ 4 cada. As vendas acontecem de segunda a sexta-feira, geralmente das 7h às 10h30, ou até a quantidade acabar. À tarde, ele trabalha com sistemas para restaurantes.
O primeiro dia também reservou uma surpresa. Quando se preparava para ir embora, Guilherme foi abordado por um homem que elogiou seu trabalho e lhe presenteou com um pacote de café, como gesto de boas-vindas.
Com abordagens descontraídas, brincadeiras e vídeos gravados com óculos inteligentes, o vendedor conquistou clientes que já o reconhecem pelo apelido. Um dos episódios que mais o marcaram foi registrado quando um homem disse que havia ficado devendo e voltou no dia seguinte para mostrar que tinha quitado a dívida.
Guilherme também conta que as vendas tiveram importância em sua trajetória pessoal. “Tive uma infância marcada por fobia social e, quando entrei no mundo das vendas, consegui desenvolver esse lado”, relata. O empreendedor concilia a atividade com o emprego e comemora a receptividade do público.
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